Hoje decidi que partirei.
Deixo para trás tudo o que me lembra...
Abandono a insanidade em que mergulhei....
Estas ruas desertas que transbordam de memórias...
Esta ausência omnipresente...Não a suporto.
Passaram-se anos...Século até...
Ainda existe? Talvez exista...
Numa qualquer dimensão que a minha pequenez não alcança.
Fiz-me mal. Adormeci...Absorta no cruel encanto dos meus anseios.
Agora parto. Combato a inércia de quem morre todos os dias.
Aumento a inexorável distância que me aparta...
Acima de tudo, de mim.
Abandono as sombras. Abraçarei a dor à luz do dia.
Admitirei, por fim, que mal amei...
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